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Dois do Brasil 22 Música & Cultura

sábado, 30 de janeiro de 2010

100 anos com Adoniran Barbosa

por Michelle Barbosa Horovits

Será que só é possível lembrar os mortos quando fazem aniversários de números bonitos, como centenário, cinqüentenário…? Ninguém relança a coletânea de um cara que fez seu trigésimo sétimo aniversário de morte, afinal o número 100 soa melhor para os consumidores ávidos por cálculos e números.
Fora isso, o paulista Barbosa nem se chamava Barbosa de verdade. Verdade seja dita, Adoniran adorava inventar, se reinventou tão bem que Rubinato sumiu, partiu para a maloca. Virou Adoniran de vez. Era tão multifacetado que criou mais de 16 personagens em seus programas de rádio na Record. Em uma época onde TV era objeto decorativo na casa de gente rica, ele fazia a festa no rádio. Mas nem por isso desistiu de ser galã, chegou a trabalhar um tempo depois na TV, e como Mané Mole participou do longa O cangaceiro, que ganhou a Palma em Cannes em 1953, e foi exibido em mais de 80 países.
Sambista de acaso, sabia como tirar um sarro com a própria dor. Seu humor negro era apreciado por todos, seus sambas trágicos tinham um toque de ironia que marcou suas músicas, como na história da noiva que foi atropelada 20 dias antes do casamento e o noivo só guardou de recordação as meias e os sapatos – De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos/ Iracema, eu perdi o seu retrato.
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Um comentário:

Déborah Cocci disse...

O que vc diz é bem verdade, mas eu não poderia seguir este blog se não fosse de extremo bom gosto, Adoniran é maravilhoso
Forte abraço

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